Moeda da Índia Medieval – Norte da Índia, emissão anônima pós-Shahi. Jital cunhado entre cerca de 900 e 1200 d.C. Anv.: zebu deitado à esquerda, geralmente acompanhado pela legenda em nagari Śrī Sāmanta Deva. Rev.: cavaleiro avançando à direita, segurando estandarte ou lança; possíveis letras ou símbolos auxiliares nos campos. Ref. Numismática: tipo Tye 29–33, conforme a variante. Billon ou liga de cobre de baixo teor de prata.
Contexto histórico: Esses jitals pertencem à longa tradição monetária conhecida como “bull and horseman”, desenvolvida no noroeste da Índia e regiões vizinhas após as emissões dos reis Shahi. Mesmo depois do declínio político dessa dinastia, o desenho do zebu e do cavaleiro continuou a ser reproduzido por diferentes autoridades locais, muitas vezes de forma anônima. A legenda Śrī Sāmanta Deva, aproximadamente “Senhor Sāmanta” ou “Senhor Feudatário”, tornou-se quase uma fórmula tradicional e não necessariamente identifica um único governante. Por isso, Robert Tye trata várias dessas séries como emissões pós-Shahi de atribuição incerta, produzidas provavelmente por diferentes poderes regionais entre os séculos X e XII.