Moeda do Império Selêucida – Demétrio II Nicátor, segundo reinado. Tetradracma suberado cunhado em Tiro no ano 183 da Era Selêucida, correspondente a 130/129 a.C. Anv.: busto diademado e drapeado de Demétrio II voltado à direita, imberbe; laços do diadema caindo atrás; borda pontilhada. Rev.: ΒΑΣΙΛΕΩΣ ΔΗΜΗΤΡΙΟΥ, águia em pé à esquerda sobre proa, com ramo de palmeira sobre o ombro; à esquerda, A/PE acima de clava encimada pelo monograma de Tiro; à direita, monograma acima de ΓΠΡ, indicando o ano 183 da Era Selêucida; monograma entre as pernas da águia. Ref. Numismática: SC 2195.1b; HGC 9, 1122; DCA 230; cf. Newell, Tyre 156. Prata suberada, com núcleo de metal inferior revestido de prata; 29mm; 11,54g.
Contexto histórico: Demétrio II Nicátor retornou ao trono selêucida após cerca de dez anos de cativeiro entre os partos, iniciando seu segundo reinado em 130/129 a.C. O período foi marcado por grave instabilidade política, disputas dinásticas e pela progressiva fragmentação do poder selêucida. Tiro, importante porto fenício do Mediterrâneo oriental, mantinha uma tradição monetária própria, reconhecível pela águia sobre a proa, pela clava associada à cidade e por seus monogramas característicos. O exemplar é especialmente interessante por ser suberado, isto é, produzido com um núcleo de metal de menor valor recoberto por uma camada de prata, imitando os tetradracmas oficiais. Esse tipo de peça documenta tanto a circulação dos modelos monetários oficiais quanto práticas paralelas de produção no mundo helenístico.